MATÉRIA JORNALÍSTICA

Vereador pode ser cassado por falsa denúncia
(Jornal Forquilha - Ano III - n.63 - Quinta-Feira, 06 de fevereiro de 2003

      O vereador Uelinton “GORDO” Varjão (PMDB), está  sendo processado civil e criminalmente, pelo Prefeito de Jeremoabo João Batista Melo de Carvalho (PFL)por falsa denuncia, crime cuja pena é de 02 a 08 anos de prisão, Segundo o Prefeito, as acusações daquele vereador, em relação ao PETI, além de levianas estão completamente desinformadas e equivocadas. Ferem a instituição Municipal prejudicando a imagem do município alem fronteiras. Tista argumenta: “todos conhecem ou sabem da minha boa procedência política e do meu incansável trabalho como prefeito de Jeremoabo, para assegurar as grandes realizações de obras e benefícios para a nossa população, tanto na sede como em todo o município.”Enfatizando que “hoje, diferente de um passado do qual ninguém quer lembrar, Jeremoabo tem um governo municipal reconhecido e prestigiado junto as maiores autoridades e lideranças políticas do estado e do país”.

      O Programa de erradicação do trabalho infantil – PETI, agora, assiste a 180 crianças/adolescentes na sede(este número já chegou a 235 alunos atendidos), mas está implantado também em vários bolsões de pobreza, nas diversas regiões do município, contemplando regularmente um total de 1,754 crianças/adolescentes, e não apenas 180, número maliciosamente tomado por base pelo desastrado vereador, em sua descaracterizada “denúncia”. É lamentável, mas esse tão alheio representante carece ser mais bem informado, pois na região do sertão a qual se diz representar, somente no Brejo Grande, são mais de cem (100) crianças atendidas pelo PETI municipal.

      Por outro lado, antes de lançar dúvidas contra a profícua atuação do prefeito, o desnorteado vereador “GORDO”, não medindo conseqüências, atingiu também a idoneidade dos membros representantes do grupo Gestor do PETI,  formado por quatro representantes  da sociedade civil e mais quatro do poder público, a saber: secretarias Municipais do Bem-Estar Social, da Saúde, da educação e da Agricultura; Associações Comunitárias, Sindicato dos Trabalhadores Rural, Pastoral da Criança e Igreja Católica. As diversas e regulares reuniões constam devidamente registradas em livro de Atas e, publicamente à disposição de qualquer cidadão, as suas deliberações dispondo também da aprovação colegiada  aos itens e quantidades de produtos, bem como dos gêneros alimentícios e materiais didáticos, de serviço e de limpeza, necessários  à manutenção, implantação ou expansão das “jornadas ampliadas do PETI”, no âmbito do município.

       A mais correta e moderna forma de administrar os bens de consumo do PETI, utiliza-se do sistema de “Carta de Crédito”, junto aos fornecedores licitados. Ora, é por demais óbvio que as condições precárias de estoque e acondicionamento, questões de prazo de validade de produtos e da responsabilidade para com a qualidade da assistência menoril, não se faz necessário por exemplo, retirar de uma só vez, junto ao fornecedor, o  equivalente a R$ l00 mil reais na compra de alimentos e estocar de qualquer jeito. Não, ao contrario, compra-se de acordo com as necessidades, sendo abatido do “saldo da carta de crédito”,

      Graças ao planejamento e, principalmente, ao zelo com a causa pública, a Coordenadora municipal do PETI, 1ª Dama drª Anabel de Sá lima Carvalho, formalizou ao conhecimento dos membros gestores, o saldo de mais de R$ 100 mil reais ainda  disponível,  do citado convênio, por sinal, já vencido. Mesmo assim, com a parcela relativa ao mês de dezembro/2002 que ainda não foi repassada, neste mês de janeiro e até a renovação do respectivo convênio com a SETRAS, será mantido o  pleno atendimento à clientela do PETI, em todo o Município. “ Por que além das  cartas de crédito, junto a fornecedores, o PETI tem um depósito abarrotado de mercadorias”, frizou a 1ª Dama.

       Agora, melhor orientado, talvez possa aquele vereador entender como funciona uma administração moderna e transparente, sem causar danos ao erário público. Diferente daquele (dês)governo, do qual ele participou como tesoureiro da Prefeitura, quando, no fim do mandato, Cr$ 300 milhões à época, sumiram da noite para o dia, inclusive tendo destinado em benefício do seu próprio pai, Cr$ 40 milhões daquele total, fatos que estão sendo apurados conforme documento de intimação do Delegado Wal Goulart da polícia Federal, encaminhado a esta prefeitura, referente processo TCU 251.248/97-0; sem falar das verbas  da falsa enchente no brejo Grande, ou da tão falsa quanto famosa pousada, que deveria estar construída e funcionando no antigo projeto Sertanejo(onde hoje está o PETI), conforme publicado, `época, no jornal A TARDE; sem esquecer também da não menos escandalosa gestão dos recursos para construção da escola Técnica federal.

 


Vereador
Ueliton Varjão

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