A JUSTIÇA É LENTA, PORÉM CHEGA COM EFICÁCIA

Por: J.Montalvão

      

     Após a posse do atual Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, muitas coisas aos poucos estão chegando no seu devido lugar, mudando para melhor, principalmente no combate a corrupção dos Prefeitos.

      Nada melhor do que transcrever abaixo, a matéria do Jornal ATARDE DE HOJE, dia 06.03.2003, da Sucursal Sul da Bahia

       Embora não tenha nenhuma semelhança com  a Administração de nossa cidade, vou tecer alguns comentários.

        Por exemplo: - aqui ninguém  é acusado de desviar recursos da FUNDEF, funcionalismo público  só sabe o que é atraso quando escuta na televisão, principalmente 13º rigorosamente em dias, precatório não existe,  superfaturamento não existe é um palavrão, que diga o Posto Telefônico do Itapicuru, o muro do Cemitério, e uma escola ou outra perdida,  gramado do Estádio, penso eu que foi liquidado com carta de crédito, que por aqui é um pagamento adiantado, portanto nada deve, a prova disso são os comprovantes de liquidação do débito, iluminação pública se está devendo não informo, todavia pelo visto vamos retornar ao tempo da lamparina, é escuridão da cidade é alarmante, e por aí vai!

 

 

Vice-prefeito toma posse em clima tenso

Ana Cristina Oliveira   - 06/03/2003

 

Canavieiras (Da Sucursal Sul da Bahia) - A Câmara Municipal de Canavieiras empossou, na tarde de ontem, em clima tenso, o prefeito em exercício, Zairo Loureiro. A posse foi determinada pelo juiz da Fazenda Pública, José Goes, para evitar um colapso na administração pública, enquanto durar o julgamento do processo de improbidade administrativa contra o prefeito Boaventura Cavalcante, que está afastado para responder a mais de 70 denúncias de irregularidades.

 

Populares se aglomeraram dentro e fora da Câmara Municipal, que foi cercada por 50 homens do 5º Pelotão de Polícia Militar, para evitar que aliados do prefeito afastado cumprissem as ameaças de invadir a Câmara. Cavalcante está afastado há mais de 90 dias, após denúncia do comerciante Paulo Antônio da Silva, numa ação civil pública proposta pelo Ministério Público.

 

Dentre as muitas denúncias, Boaventura Cavalcante é acusado de desviar dinheiro público através do uso de notas fiscais frias, de desviar recursos do Fundef e de atraso de salários do funcionalismo. Segundo o prefeito empossado, Zairo Loureiro, o município está em situação muito difícil. Boaventura Cavalcante não pagou débitos com precatórios que somam mais de R$ 3 milhões e com várias empresas que ele terá de negociar para continuar administrando.

 

A prefeitura deve R$ 56 mil à Telemar e precisa negociar o pagamento de mais de R$ 100 mil à Coelba, para não inviabilizar projetos de iluminação de alguns bairros da cidade. Também tem que negociar uma dívida de R$ 122 mil com uma empresa que realizou serviços de pavimentação, ainda na administração do ex-prefeito Almir Melo, e que estão impossibilitando o município receber R$ 2 milhões para projetos de urbanização e pavimentação da orla.

 

Apesar do prazo, Boaventura Cavalcante não apresentou sua defesa e a Justiça determinou a continuidade de seu afastamento até o final do processo. Ele recorreu três vezes ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJB), mas perdeu. Há pouco mais de uma semana, a Câmara Municipal tentou abrir um processo de cassação do prefeito afastado, através da denúncia do comerciante Paulo Silva, mas oito vereadores não compareceram à sessão ordinária e não houve quorum.

 

O presidente da Casa, João Brasil, vai convocar outra seção para reapresentar a denúncia e tentar abrir o processo contra Boaventura Cavalcante, que também já tem o repúdio da Associação de Mulheres Canavieirenses, através de um movimento pela moralização da administração do município, que defende a cassação do prefeito afastado.

 

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